Em negociações para encerrar a guerra na Ucrânia, o presidente Volodymyr Zelensky anunciou que os Estados Unidos ofereceram garantias de segurança sólidas por um período inicial de 15 anos, com possibilidade de renovação.
Reunião Histórica em Mar-a-Lago
Zelensky e Donald Trump, se reuniram na residência de Mar-a-Lago, na Flórida. O encontro durou mais de duas horas e incluiu uma ligação com líderes europeus. Ambos os líderes expressaram otimismo, descrevendo as conversas como excelentes e com progressos significativos. Trump afirmou que as partes estão muito mais próximas de um acordo de paz, enquanto Zelensky destacou que o plano de paz de 20 pontos está 90% acordado.
Revelou que as garantias bilaterais entre EUA e Ucrânia estão 100% alinhadas, com Trump avaliando em cerca de 95%. Essas proteções visam dissuadir futuras agressões russas, semelhantes às oferecidas a aliados da OTAN. No entanto, o prazo inicial de 15 anos prorrogáveis foi considerado insuficiente por Kiev. Zelensky pediu extensões para 30, 40 ou até 50 anos.
Pontos de Atrito nas Negociações
Apesar dos avanços, questões espinhosas permanecem. A principal delas é o controle da região de Donbass, no leste ucraniano, parcialmente ocupada pela Rússia. Moscou exige concessões territoriais, enquanto a Ucrânia defende o respeito às suas fronteiras controladas.
Outros temas incluem a usina nuclear de Zaporizhzhia e a reconstrução econômica. Zelensky propôs que qualquer acordo final seja submetido a um referendo na Ucrânia, após um cessar-fogo de 60 a 90 dias.
Trump indicou que a Europa assumirá grande parte das responsabilidades de segurança futura, com apoio americano. Líderes como Emmanuel Macron e Ursula von der Leyen elogiaram o progresso e planejam reuniões em janeiro de 2026 para definir contribuições concretas.
O Kremlin, por sua vez, mantém exigências rígidas, mas Trump acredita que Vladimir Putin está sério sobre a paz após conversas recentes.



