Lula destacou a necessidade de uma conversa direta entre os líderes das duas principais democracias do Ocidente.
Dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, afirmou o presidente brasileiro, enfatizando que o diálogo visa discutir boas relações entre Brasil e Estados Unidos, promover o multilateralismo e impulsionar o crescimento econômico para atender às expectativas das populações.
O mandatário expressou otimismo: espera que as relações bilaterais voltem à normalidade logo, com foco em cooperação e estabilidade regional. A visita ocorre após uma ligação telefônica de cerca de 50 minutos entre os dois presidentes, que abriu caminho para o agendamento.
Temas discutidos na ligação: Venezuela, Gaza e crime organizado
A conversa telefônica abordou questões sensíveis do cenário global. Lula defendeu a soberania venezuelana após a recente intervenção militar dos EUA no país, que resultou na captura de Nicolás Maduro e na posse interina de Delcy Rodríguez.
Quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o próprio povo venezuelano, declarou Lula, pedindo paciência e rejeitando interferências externas diretas do Brasil ou dos EUA.
Contexto diplomático e agenda internacional de Lula
A viagem a Washington será confirmada pelas equipes diplomáticas após as agendas de fevereiro, que incluem visitas à Índia e à Coreia do Sul. Lula também manteve contatos com líderes como Emmanuel Macron (França) e Gabriel Boric (Chile), reforçando discussões sobre multilateralismo e democracia global.
O anúncio gerou repercussão imediata na imprensa brasileira e em redes sociais, com análises variando de elogios à diplomacia pragmática a críticas sobre o timing em meio a tensões regionais.
Impacto esperado nas relações Brasil-EUA
Esse encontro olho no olho representa uma oportunidade para avançar em negociações comerciais, reduzir barreiras remanescentes e alinhar posições em fóruns internacionais. Com o Brasil e os EUA como potências hemisféricas, o diálogo direto pode impulsionar parcerias em áreas como energia, tecnologia e segurança.
A diplomacia brasileira busca equilíbrio: defender princípios como soberania e multilateralismo enquanto mantém canais abertos com Washington. O resultado dessa visita pode influenciar o cenário político-econômico em 2026 e além.



