Congresso reage à política comercial e desafia declaração de emergência nacional
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou uma medida para barrar o tarifaço imposto por Donald Trump ao Canadá, em uma votação apertada que expôs divisões dentro do próprio Partido Republicano.
O placar de 219 votos a 211 marcou uma rara rebelião bipartidária contra a política comercial do presidente, considerada por críticos como agressiva e prejudicial às relações internacionais.
Votação contra as tarifas de Trump
O chamado tarifaço foi implementado com base em uma declaração de emergência nacional, mecanismo que permitiu ao governo impor taxas adicionais sobre produtos canadenses. A justificativa oficial foi a proteção da economia e da indústria americana. No entanto, parlamentares argumentam que a medida elevou custos para empresas e consumidores dos Estados Unidos.
O Canadá é um dos principais parceiros comerciais dos EUA, e a imposição de tarifas gerou tensão diplomática e incertezas no mercado. Setores como agricultura, aço, energia e manufatura foram diretamente impactados.
Um dos pontos mais relevantes da votação foi o apoio de seis republicanos à medida que barra as tarifas. A dissidência dentro do partido de Trump sinaliza desgaste político e preocupação com os efeitos econômicos das tarifas, especialmente em estados que dependem fortemente do comércio com o Canadá.
Impactos econômicos e políticos
Especialistas avaliam que o tarifaço contribuiu para a instabilidade nos mercados e para o aumento de preços em determinados setores. Empresas que dependem de cadeias produtivas integradas entre EUA e Canadá enfrentaram dificuldades logísticas e financeiras.
Além do impacto econômico, há também o fator diplomático. O relacionamento entre Washington e Ottawa sofreu abalos, com autoridades canadenses classificando as tarifas como injustificadas.



