Em um movimento estratégico rápido, os Estados Unidos estão transferindo o USS Gerald R. Ford, considerado o maior e mais avançado porta-aviões do mundo, da região do Caribe — onde atuou próximo à Venezuela para o Oriente Médio. A decisão, anunciada em fevereiro de 2026, reforça a presença militar americana no Golfo Pérsico em meio às crescentes tensões com o Irã e negociações sobre o programa nuclear iraniano.
A Trajetória Recente do USS Gerald R. Ford
O USS Gerald R. Ford (CVN-78) deixou Norfolk, Virgínia, em junho de 2025 para uma missão inicialmente planejada na Europa. No entanto, em novembro de 2025, o presidente Donald Trump redirecionou o navio para o Caribe como parte de uma intensa campanha de pressão contra o regime de Nicolás Maduro na Venezuela.
Aeronaves do porta-aviões participaram diretamente da operação que culminou na captura de Maduro em janeiro de 2026, marcando um dos episódios mais ousados da política externa americana recente. Após o sucesso da missão contra o narcotráfico e o regime venezuelano, o Pentágono optou por não retornar o navio à base a tripulação foi informada em 12 de fevereiro de 2026 sobre a nova ordem: rumar ao Oriente Médio.
A Estratégia Contra o Irã
Agora, o USS Gerald R. Ford se juntará ao grupo de ataque do USS Abraham Lincoln, já posicionado no Golfo Pérsico. Essa dupla de superporta-aviões representa uma demonstração de força sem precedentes, sinalizando que os EUA estão dispostos a usar todos os meios para forçar um acordo nuclear com Teerã.
Trump tem advertido publicamente que qualquer falha nas negociações pode resultar em consequências muito traumática” para o Irã. Com dois porta-aviões nucleares, dezenas de caças F-35, helicópteros e navios de escolta, a Marinha americana eleva sua capacidade de projeção de poder na região volátil.
Características Impressionantes do Maior Porta-Aviões do Mundo
Com mais de 100 mil toneladas, 333 metros de comprimento e propulsão nuclear, o USS Gerald R. Ford é uma verdadeira base aérea flutuante. Ele carrega até 90 aeronaves, incluindo os modernos caças stealth F-35C, e incorpora tecnologias revolucionárias como catapultas eletromagnéticas e elevadores avançados tudo isso o torna o mais letal e adaptável da frota global.
A extensão da missão significa que a tripulação de cerca de 4.500 marinheiros ficará no mar por pelo menos oito meses, adiando o retorno previsto para Norfolk até o final de abril ou início de maio de 2026.
Impactos Geopolíticos e o Que Esperar a Seguir
Essa realocação destaca a flexibilidade da Marinha dos EUA em responder a crises globais. Enquanto a Venezuela entra em uma nova fase pós-Maduro, o foco se volta ao Oriente Médio, onde a presença reforçada pode influenciar diretamente as negociações nucleares e a estabilidade regional.



