O Estreito de Ormuz volta a ser o centro das atenções mundiais. Nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026, o bloqueio naval anunciado pelo presidente Donald Trump começa a valer, gerando forte alta nos preços do petróleo e novas incertezas sobre o fornecimento global de energia.
Trump anunciou e quando o bloqueio começa
Após o fracasso das negociações de paz em Islamabad, no Paquistão, Trump publicou em sua rede Truth Social que a Marinha dos Estados Unidos iniciaria imediatamente o bloqueio de todos os navios que tentassem entrar ou sair de portos iranianos pelo Estreito de Ormuz.
O CENTCOM (Comando Central dos EUA) confirmou a operação tem início às 11h no horário de Brasília desta segunda-feira, o objetivo é claro cortar a principal fonte de receita do Irã, que vinha cobrando pedágios milionários de navios para permitir a passagem prática que Trump classifica como extorsão.
Importante não se trata de um bloqueio total do estreito, navios que transitam pelo Ormuz com destino a portos de outros países (como Arábia Saudita, Emirados ou Omã) devem continuar com a liberdade de navegação
Petróleo dispara com o anúncio de Trump
A reação dos mercados foi imediata nesta segunda-feira, o Brent (referência internacional) subiu mais de 7%, voltando a superar os US$ 102 por barril. O WTI americano também registrou forte alta, ultrapassando os US$ 103 em alguns momentos.
Analistas alertam: se o bloqueio se prolongar por semanas, o barril pode facilmente testar patamares acima de US$ 110 ou até mais, dependendo da resposta iraniana.
Reação do Irã e risco de escalada
Teerã não demorou a reagir. Autoridades iranianas classificaram a medida americana como “pirataria” e “violação do cessar-fogo”. A Guarda Revolucionária ameaçou resposta “forte e decisiva” caso navios militares dos EUA se aproximem demais da região.
Enquanto isso, operações de desminagem já estão em andamento por parte de destróieres americanos, tentando limpar as minas que o Irã havia colocado anteriormente no estreito.
Como isso afeta o Brasil
O Brasil não é grande exportador nem importador direto de petróleo iraniano, mas sente os efeitos indiretos:
- Alta na gasolina e no diesel — O preço do combustível no posto deve pressionar nas próximas semanas.
- Inflação — Derivados de petróleo impactam transporte, frete e produção de alimentos.
- Bolsa e real — Mercado financeiro já reage com volatilidade. O dólar tende a subir em cenários de tensão global.
Especialistas recomendam que motoristas e empresas fiquem atentos aos reajustes que a Petrobras pode anunciar nos próximos dias.
O que esperar nos próximos dias?
A situação é altamente fluida tudo depende de como o Irã vai reagir e se outros países (como China e Índia, grandes compradores de petróleo iraniano) vão pressionar por uma solução rápida.
Trump já sinalizou que o bloqueio visa forçar o Irã a abandonar ambições nucleares e aceitar termos de paz mais duros. Enquanto isso, o mundo cruza os dedos para que o estreito não pare completamente.



