A diplomacia internacional ganhou mais um ponto de tensão neste domingo: o governo da Austrália acusou formalmente o Irã de estar por trás de ataques antissemitas realizados em território australiano.
De acordo com autoridades de segurança, grupos ligados a Teerã teriam financiado e coordenado campanhas de propaganda antissemita online e atos de intimidação física contra comunidades judaicas no país. O relatório oficial aponta ainda para a participação de redes de ciberativismo que já foram vinculadas ao regime iraniano em operações semelhantes no Oriente Médio e na Europa.
O primeiro-ministro Anthony Albanese classificou a situação como “gravíssima e inaceitável”, afirmando que seu governo não tolerará ações que incentivem o ódio religioso ou ameacem a segurança de minorias no país. “Não se trata apenas de cibersegurança, mas de um ataque direto aos valores democráticos e de tolerância da Austrália”, destacou.
Principais pontos da denúncia:
- Investigadores apontam financiamento iraniano em ações de propaganda antissemita.
- Comunidades judaicas em Sydney e Melbourne relataram aumento de intimidações.
- Plataformas digitais foram usadas para espalhar desinformação e discurso de ódio.
Repercussão internacional
A denúncia australiana se soma a um crescente coro de países que têm acusado o Irã de fomentar o antissemitismo global como instrumento político. Estados Unidos, Reino Unido e França já alertaram para operações semelhantes em seus territórios.
Teerã, por sua vez, nega as acusações e afirma que a Austrália estaria cedendo a pressões internacionais. O governo iraniano chamou a acusação de “campanha infundada para justificar sanções”.
Especialistas alertam que a acusação pode provocar deterioração das relações diplomáticas entre Austrália e Irã, além de abrir espaço para novas sanções internacionais contra o regime iraniano.
No centro da polêmica, a comunidade judaica australiana pede maior proteção e políticas públicas firmes contra o ódio religioso.