Do alto do mulungu surge a esperança Lula o operário do Brasil

Do alto do mulungu surge a esperança Lula o operário do Brasil
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O desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval 2026, com o enredo , transformou a Marquês de Sapucaí em um palanque explícito para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 Em ano eleitoral, o que deveria ser expressão cultural virou propaganda antecipada disfarçada, financiada em parte com dinheiro público (cerca de R$ 1 milhão via subsídios federais), gerando uma das maiores controvérsias políticas recentes.

Homenagem ou campanha descarada

A escola exaltou a trajetória de Lula, destacando programas sociais petistas, promessas como o fim da escala 6×1 e taxação de bilionários. Lula desceu à pista, beijou o pavilhão e foi ovacionado  cena que muitos viram como ato de campanha velada.

 O PT nega irregularidades, alegando liberdade artística, mas especialistas em direito eleitoral alertam: o TSE já condenou homenagens semelhantes como a um prefeito no Ceará por propaganda antecipada. Aqui, o risco é ainda maior, inelegibilidade para Lula em 2026 se configurado abuso de poder político ou econômico.

Deboche com Bolsonaro

O enredo não poupou opositores. Jair Bolsonaro apareceu como palhaço Bozo, com tornozeleira danificada, recebendo a faixa de forma caricata após Temer. Alegorias associaram o ex-presidente a mortes por Covid e “arminhas”. Essa obsessão anti-Bolsonaro revela mais vingança política do que crítica social genuína, usando o Carnaval para ridicularizar um rival em plena campanha indireta.

Intolerância disfarçada de sátira

O carro Conservadores em Conserva foi o ápice do desrespeito: evangélicos retratados como “neoconservadores enlatados”, sem pensamento próprio, segurando Bíblias em latas de conserva. Fantasias ridicularizaram a fé cristã, o agronegócio e valores conservadores. Parlamentares da Frente Evangélica e Michelle Bolsonaro chamaram de deboche criminoso e preconceito religioso. A oposição acionou a PGR por intolerância religiosa. Transformar um grupo de milhões de brasileiros em piada barata não é arte  é ataque seletivo financiado indiretamente pelo Estado.

Liberdade artística ou abuso de poder

Defensores falam em perseguição à escola, mas ignoram o óbvio: em ano de eleições, homenagear um presidente-candidato com recursos públicos e ataques a adversários ultrapassa limites. O Carnaval sempre teve crítica política, mas aqui virou culto pessoal a Lula, com jingle implícito e número 13 subliminar.

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