Impasse em Genebra expõe fragilidade diplomática internacional
As novas negociações nucleares entre Irã e Estados Unidos entraram em um impasse perigoso após Teerã insistir no direito de continuar enriquecendo urânio.
O ponto, considerado técnico à primeira vista, é na prática o coração da disputa, permitir enriquecimento significa manter aberta a possibilidade ainda que indireta de desenvolvimento de armas nucleares.O governo iraniano afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados para energia e medicina.
Teerã endurece discurso e testa limites do Ocidente
Sob a liderança do aiatolá Ali Khamenei, o Irã deixou claro que não aceitará um acordo que elimine sua capacidade nuclear estratégica.
Autoridades iranianas classificam o enriquecimento como direito soberano, uma retórica que encontra apoio interno, mas que soa como provocação no cenário internacional.
Na prática, a posição iraniana funciona como uma estratégia de pressão: manter o avanço nuclear para forçar o alívio das sanções econômicas.
Washington pressiona mas sem solução clara
Do lado americano, o governo do presidente Donald Trump adota uma linha dura, combinando sanções econômicas, presença militar reforçada no Oriente Médio e ameaças veladas de ação preventiva.
Analistas apontam que a política de pressão máxima pode estar produzindo o efeito contrário em vez de conter o programa nuclear iraniano, estaria incentivando Teerã a acelerar suas capacidades como forma de barganha.
Risco nuclear volta ao centro da política global
O impasse atual revela um problema mais profundo a erosão dos mecanismos internacionais de controle nuclear, sem confiança entre as partes e sem garantias de cumprimento, qualquer acordo tende a ser frágil e temporário.
Especialistas alertam que permitir ao Irã manter enriquecimento significativo pode desencadear uma corrida armamentista no Oriente Médio, com países rivais buscando suas próprias capacidades nucleares. Por outro lado, exigir abandono total pode tornar o acordo politicamente impossível para o regime iraniano.



