Peru elege sucessor de Jerí

Peru elege sucessor de Jerí
Peru elege sucessor de Jerí

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O Congresso do Peru Escolhe Mais um Presidente Interino a instabilidade peruana atinge níveis alarmantes com a eleição, neste 18 de fevereiro de 2026, do sucessor de José Jerí, destituído após apenas quatro meses no poder. O país, que já acumula oito presidentes em menos de uma década, caminha para o nono mandatário em um ciclo vicioso de censuras, escândalos e paralisia institucional.

José Jerí, advogado de 39 anos que assumiu em outubro de 2025 após a destituição de Dina Boluarte, durou pouco. O Congresso aprovou sua censura por 75 votos a favor, 24 contra e 3 abstenções, motivado por suspeitas graves: reuniões não declaradas com empresários chineses e irregularidades em contratações públicas.

Esses fatos expõem o que muitos analistas denunciam há anos: um Congresso fragmentado e corrupto que usa a ferramenta da vacância presidencial como arma política, sem qualquer preocupação com a governabilidade. Jerí se tornou o sétimo presidente desde 2016 — e o sexto removido pelo Legislativo. O Peru vive uma crise crônica que transforma a presidência em cargo temporário, enquanto problemas reais como pobreza, criminalidade e corrupção seguem intocados.

Os Candidatos: Direita vs. Esquerda em um Jogo de Poder

Hoje, o plenário extraordinário do Congresso, decide entre quatro nomes oficializados:

  • María del Carmen Alva (Acción Popular, direita) — ex-presidente do Congresso, experiente mas criticada por alianças oportunistas.
  • Héctor Acuña (Honor y Democracia, direita) — perfil conservador, ligado a interesses empresariais.
  • Edgar Reymundo (Bloque Democrático Popular, esquerda) — representante de alas progressistas, com discurso contra a corrupção.
  • José Balcázar (Perú Libre, esquerda) — ligado ao partido de origem castilhista, acusado de radicalismo.

A divisão ideológica reflete o caos: a direita domina numericamente, mas barganhas de última hora podem favorecer qualquer um. Quem vencer presidirá o país até 28 de julho de 2026, quando o eleito em 12 de abril assumirá. Um mandato de meros cinco meses — tempo insuficiente para reformas, mas perfeito para mais manobras políticas.

Esperança ou Ilusão

Com as eleições gerais a menos de dois meses, a população assiste descrente. A alta abstenção e o descrédito nas instituições são previsíveis. Candidatos presidenciais já se posicionam, mas o foco permanece no Congresso: um Legislativo que destitui presidentes com facilidade, mas falha em aprovar leis essenciais.

Essa sucessão de crises não é acidente: é o resultado de uma Constituição que dá ao Congresso poder excessivo para vacância por “incapacidade moral”, sem freios reais. Enquanto isso, o povo peruano sofre com inflação, insegurança e falta de serviços básicos. O sistema político peruano parece projetado para perpetuar a instabilidade, beneficiando elites e partidos oportunistas.

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