Rússia Usou Toxina Letal de Rã da América do Sul para Assassinar Alexei Navalny

Rússia Usou Toxina Letal de Rã da América do Sul para Assassinar Alexei Navalny
Rússia Usou Toxina Letal de Rã da América do Sul para Assassinar Alexei Navalny

Compartilhe

Dois anos após a morte suspeita na prisão, evidências irrefutáveis apontam para envenenamento deliberado pelo Kremlin

Cinco países europeus,  Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Países Baixos, divulgaram uma declaração conjunta explosiva: Alexei Navalny, o principal opositor de Vladimir Putin, foi assassinado com epibatidina, uma neurotoxina extremamente potente extraída da pele de rãs-flecha (poison dart frogs) nativas da América do Sul, como as do Equador e da Amazônia.

Essa toxina, cerca de 100 vezes mais forte que a morfina, age no sistema nervoso causando paralisia, falência respiratória, convulsões e uma morte agonizante. Ela não existe naturalmente na Rússia, e rãs em cativeiro não a produzem o que significa que a substância usada foi sintetizada em laboratório, algo acessível apenas a estados com capacidades químicas avançadas.

Evidências Conclusivas

Análises laboratoriais independentes em amostras do corpo de Navalny, obtidas pela família e contrabandeadas para o Ocidente, confirmaram conclusivamente a presença de epibatidina. Os sintomas relatados na prisão ártica,  onde ele morreu em 16 de fevereiro de 2024  combinam perfeitamente com o envenenamento: mal-estar súbito após uma caminhada, colapso rápido e óbito doloroso.

Estado russo tinha meios, motivo e oportunidade para aplicar essa toxina rara em um prisioneiro de alta vigilância. Navalny era uma ameaça constante ao regime de Putin, expondo corrupção e mobilizando protestos massivos. Essa morte não foi acidente ou “causa natural”, como Moscou insiste em repetir.

O Padrão de Envenenamentos do Kremlin

Isso não é isolado. Navalny já sobreviveu a um atentado com Novichok em 2020 – agente nervoso soviético. Sergei Skripal e sua filha foram envenenados da mesma forma em 2018. O Kremlin usa armas químicas exóticas para eliminar dissidentes, criando negação plausível enquanto intimida opositores.

A escolha da epibatidina é cínica e calculada: uma toxina “exótica” que permite à Rússia alegar “impossibilidade” – afinal, quem acreditaria em veneno de rã sul-americana na Sibéria? Mas os fatos desmontam essa farsa: só laboratórios estatais sintetizam essa substância em escala letal.

Por Que Isso Importa para o Mundo

A morte de Navalny não é só um crime contra um homem – é um ataque à democracia e aos direitos humanos. Revelações como essa reforçam a necessidade de sanções mais duras, investigações na Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) e pressão internacional contra um regime que usa venenos proibidos como ferramenta de terror estatal.

Yulia Navalnaya, viúva de Alexei, declarou: “Cientistas confirmaram: meu marido foi envenenado com uma das toxinas mais mortais do planeta”. A luta continua, mas o Kremlin deve responder por esse assassinato covarde.

Sigam nas Redes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

18 + 20 =

Categorias

Mais Destaques

Posts relacionados