Um técnico de enfermagem que atuava no Hospital Anchieta, em Taguatinga, foi preso no último dia 11, suspeito de matar intencionalmente três pacientes internados na unidade de saúde. O caso é investigado pela Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Segundo as investigações, o profissional teria aplicado substâncias em doses letais diretamente na veia das vítimas, provocando complicações cardíacas fatais. Em um dos episódios, o suspeito chegou a utilizar produto desinfetante.
Como o crime teria sido cometido, segundo a polícia
Aplicação de substâncias em doses fatais
De acordo com a CHPP, as substâncias aplicadas causavam arritmias e paradas cardíacas, levando os pacientes à morte em curto espaço de tempo. As vítimas estavam internadas e não apresentavam quadro clínico compatível com óbito súbito.
Acesso irregular a prontuários médicos
A investigação aponta que o técnico de enfermagem conseguiu acessar o sistema interno do hospital utilizando o login de um médico, o que teria facilitado a ocultação das ações criminosas e dificultado a detecção imediata das irregularidades.
Vítimas identificadas pela investigação
Mortes ocorreram entre novembro e dezembro
As autoridades confirmaram três mortes sob suspeita de homicídio:
- 17 de novembro:
- Professora aposentada, 75 anos
- Servidor da Caesb, 63 anos
- 1º de dezembro:
- Servidor dos Correios, 33 anos
Todos os óbitos ocorreram durante o período de internação no Hospital Anchieta.
Outras prisões e possível omissão
Técnicas de enfermagem sabiam dos crimes
Duas outras técnicas de enfermagem foram presas por, segundo a polícia, terem conhecimento das práticas criminosas e não comunicarem a direção do hospital nem as autoridades.
As investigadas podem responder por homicídio, dependendo do avanço das apurações e do grau de participação comprovado.
Motivação ainda é desconhecida
Até o momento, a motivação dos crimes não foi esclarecida. A Polícia Civil segue analisando documentos, depoimentos e registros hospitalares para entender as circunstâncias e eventuais conexões entre os envolvidos.
O caso segue sob investigação da PCDF, e novas informações podem ser divulgadas a qualquer momento.


