Venezuela Alerta: Ministro Acusa CIA de Infiltração e Promete Fracasso a Planos dos EUA

Venezuela Alerta: Ministro Acusa CIA de Infiltração e Promete Fracasso
Venezuela Alerta: Ministro Acusa CIA de Infiltração e Promete Fracasso

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Declarações de Padrino López Intensificam Tensões com Washington

Em meio a um clima de crescente hostilidade entre Venezuela e Estados Unidos, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, fez graves acusações contra a CIA, afirmando que a agência americana está operando no país com intenções de desestabilizar o governo de Nicolás Maduro. Durante inspeção de exercícios militares na costa caribenha, Padrino declarou que qualquer tentativa dos EUA contra o regime bolivariano está fadada ao fracasso, reforçando a postura defensiva do governo.

Ameaça de Ações Clandestinas

Padrino López, em discurso televisionado, afirmou categoricamente: “Estamos cientes da presença da CIA em nosso território. Suas operações secretas, sejam quantas forem, não terão sucesso.” Ele destacou a mobilização das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) para neutralizar qualquer ameaça externa ou interna, mencionando a vigilância reforçada após recentes movimentos militares americanos no Caribe. As declarações vêm em resposta às ações dos EUA, que incluem a presença de uma frota naval na região, oficialmente justificada como parte de operações antidrogas.

O ministro também criticou o que chamou de “provocações imperialistas”, apontando para sobrevoos de um bombardeiro B-1B americano próximo à costa venezuelana e ataques aéreos que resultaram em dezenas de mortes, incluindo civis. “Não queremos guerra, mas estamos prontos para defender nossa soberania”, afirmou, ecoando o tom de Maduro, que recentemente apelou por diálogo em inglês, pedindo “paz, não guerra insana”.

Contexto de Escalada

As tensões entre Caracas e Washington se intensificaram desde que o presidente americano, Donald Trump, admitiu ter autorizado operações clandestinas da CIA contra alvos venezuelanos, incluindo supostos líderes de cartéis de drogas ligados ao governo. Trump, que já ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões por Maduro, acusou o presidente venezuelano de envolvimento no tráfico de fentanil, embora evidências apontem o México como principal origem da droga nos EUA.

Maduro, por sua vez, mobilizou milícias e forças armadas, ordenando exercícios em áreas estratégicas como Petare e Miranda. O chanceler Yván Gil classificou as manobras americanas como “agressão neocolonial”, enquanto o governo venezuelano intensifica a retórica anti-imperialista para galvanizar apoio interno.

Reações e Riscos Regionais

As acusações de Padrino López geraram reações mistas. No cenário internacional, analistas alertam para o risco de uma escalada militar, embora uma invasão direta seja considerada improvável. Observadores sugerem que as ações americanas buscam pressionar militares venezuelanos a abandonar Maduro, mas a lealdade das FANB ao regime permanece sólida. Na América Latina, países vizinhos expressam preocupação com a instabilidade regional.

A Venezuela permanece em alerta, com Maduro reforçando sua base enquanto os EUA mantêm pressão econômica e militar. Embora o confronto direto seja evitado por enquanto, a retórica beligerante de ambos os lados sugere um caminho delicado. O mundo observa se a diplomacia prevalecerá ou se a região enfrentará novas turbulências.

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