CIA aponta aliados de Maduro como opção para liderar a Venezuela após prisão do presidente

opção para liderar a Venezuela
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Compartilhe

A CIA avaliou e informou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que lideranças leais ao regime de Nicolás Maduro seriam a opção mais segura para comandar a Venezuela e evitar um colapso institucional após a prisão do presidente. A informação foi revelada por duas fontes ao Wall Street Journal.

A análise ganhou força após a prisão de Maduro no sábado (3/1), episódio que abriu um novo capítulo na crise venezuelana. Poucas horas depois, a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o cargo de presidente interina, em meio a um cenário de forte instabilidade política e pressão internacional.

De acordo com a avaliação apresentada à Casa Branca, figuras ligadas ao atual regime teriam maior capacidade de manter o controle das Forças Armadas e garantir uma transição sem rupturas imediatas — ponto considerado estratégico pelos Estados Unidos.

Enquanto isso, a principal liderança da oposição, María Corina Machado, foi descartada por Trump como possível comandante do país. Ao comentar o cenário, o presidente afirmou que ela “não tem o apoio ou o respeito de todo o país”, embora tenha reconhecido sua relevância política.

Corina, por sua vez, agradeceu publicamente aos Estados Unidos pelo que chamou de “libertação da Venezuela”. A opositora afirmou que não fala com Trump desde 10 de outubro, data em que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, concedido por sua atuação política.

No domingo (4/1), Trump voltou a se manifestar sobre o futuro da Venezuela e fez um alerta direto à presidente interina. Segundo ele, Delcy Rodríguez “pagará um preço alto” caso não conduza o país de acordo com os interesses defendidos por Washington.

Já na segunda-feira (5/1), o republicano elevou ainda mais o tom ao declarar que os Estados Unidos estão, na prática, no comando da Venezuela. Trump também afirmou que seu governo pretende intervir diretamente no setor de petróleo, considerado estratégico para a economia do país sul-americano e para os interesses norte-americanos.

Com desdobramentos rápidos e declarações contundentes, a crise venezuelana segue no centro da atenção internacional, enquanto o mundo observa os próximos passos de Caracas e Washington.

Sigam nas Redes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

treze − 2 =

Categorias

Mais Destaques

Posts relacionados