A maior queda diária do petróleo desde 2022 aconteceu em março de 2026, os preços despencaram após o presidente Donald Trump revelar conversas produtivas com o Irã e adiar ataques militares contra instalações de energia iranianas.
O anúncio provocou alívio imediato nos mercados, retirando parte do prêmio de risco geopolítico que elevava os preços nas últimas semanas devido à guerra no Oriente Médio.
Os contratos futuros do Brent (referência global) caíram 10,9%, fechando o dia em US$ 99,94 por barril. Já o WTI (referência americana) recuou 10,3%, encerrando em US$ 88,13 por barril.
Durante o pregão, as quedas chegaram a ultrapassar 13-14% em alguns momentos. Foi uma reversão brusca após o petróleo ter batido máximas recentes impulsionadas pelos temores de interrupção no fornecimento.
Irã Nega Negociações Formais
Trump publicou que as discussões com Teerã foram muito boas e produtivas e que um acordo poderia resolver completamente as hostilidades na região. Ele decidiu adiar por cinco dias qualquer ataque às usinas de energia iranianas para dar espaço às negociações.
O mercado interpretou o movimento como redução imediata do risco de fechamento ou ataques ao Estreito de Ormuz corredor por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Apesar do otimismo de Trump, o governo iraniano negou que estejam ocorrendo negociações diretas ou indiretas com os Estados Unidos.
Enquanto isso, Israel manteve operações militares na região, o que mantém a tensão elevada. Analistas alertam que a pausa pode ser apenas tática e que a volatilidade deve continuar alta nos próximos dias.
Brasil e o Preço dos Combustíveis
No Brasil, a forte desvalorização do petróleo deve pressionar para baixo os preços da gasolina e do diesel nas próximas semanas. No entanto, o impacto final depende de três fatores principais:
- Cotação do dólar frente ao real
- Política de preços da Petrobras
- Defasagem entre o mercado internacional e os postos
Motoristas e transportadores podem respirar aliviados no curto prazo, mas especialistas recomendam acompanhar o noticiário diariamente, pois a situação no Oriente Médio permanece fluida.
O mercado vive um momento de alta incerteza, o petróleo já havia subido forte nas últimas semanas por causa da guerra de quatro semanas entre EUA, Israel e Irã.



