De 29 de abril a 3 de maio, o Cine Brasília será palco da 9ª edição do Brasília International Film Festival (BIFF 2026), consolidado desde 2012, como uma das principais vitrines internacionais para novos realizadores e para o cinema autoral contemporâneo.
Após receber mais de 800 inscrições de diferentes países — via FilmFreeway e site oficial — o festival anuncia sua aguardada seleção de filmes, reafirmando seu compromisso com diversidade estética, narrativas plurais e o fortalecimento do cinema brasileiro.
UM BIFF ACESSÍVEL E POTENTE
Nesta edição, o festival retorna ao formato presencial com um gesto claro de democratização: todas as sessões serão gratuitas.
Para a diretora geral do festival, Anna Karina de Carvalho, o momento marca uma reconexão com o público:
“O BIFF volta presencialmente ainda mais necessário. Optamos por um festival gratuito porque acreditamos no cinema como direito cultural. Queremos o público ocupando o Cine Brasília, vivendo essa experiência coletiva que transforma e conecta.”
Ela também destaca a força da produção nacional na curadoria:
“O cinema brasileiro chega com uma potência impressionante. Temos filmes que nascem da periferia de Brasília, como o do Hungria, e obras que revisitam nossa história com linguagem autoral. É um retrato da diversidade criativa do país.”
E reforça o impacto econômico e cultural:
“Festivais como o BIFF são motores da economia criativa. Geram empregos, movimentam cadeias produtivas e ampliam o acesso a obras que muitas vezes não chegam ao circuito comercial.”
MOSTRA COMPETITIVA: ENCONTROS ENTRE NOVOS TALENTOS E GRANDES NOMES
O cinema brasileiro ganha protagonismo na competição:
• “Revoada – Versão Steampunk”, de Ducca Rios
• “Veias Abertas”, de Fernando Mamari
• “Hungria, A Escolha de Um Sonho”, de Cristiano Vieira e Izaque Cavalcante
Na seleção internacional, o BIFF reúne nomes consagrados e novos olhares:
• “Alpha”, de Julia Ducournau
• “A Sombra do Meu Pai”, de Akinola Davies Jr
· ‘’O roubo’’ / The Theft – Canadá


O curador Miguel Barbieri destaca o equilíbrio da seleção: “Chegamos a uma curadoria que valoriza tanto a força de autores já reconhecidos internacionalmente quanto a descoberta de novos realizadores. É um recorte que dialoga com o presente do cinema mundial, com diferentes estéticas e urgências.”
“A presença de nomes como Julia Ducournau, vencedora da Palma de Ouro em Cannes, ao lado de estreantes como Akinola Davies Jr, mostra exatamente o que o BIFF busca: ser um espaço de encontro entre trajetórias e futuros possíveis do cinema. Também não deixamos de lado o registrado documental, representado por The Theft/O Roubo, sobre as relíquias do Afeganistão que foram saqueadas durante as guerras do país ”
BIFF JUNIOR: CURADORIA JOVEM E OLHAR GLOBAL
Voltada ao público infantojuvenil, a mostra BIFF Junior reforça o caráter formativo do festival, com curadoria liderada pelo ator Théo Medon.
“Participar da curadoria foi uma virada de chave. Sempre fui apaixonado por cinema, mas assistir a filmes do mundo inteiro com esse olhar crítico foi transformador. A gente pensou em histórias que realmente conversam com jovens de hoje.”
“O BIFF Junior não é só sobre experenciar o cinema — é sobre formar público, provocar reflexão e despertar novos olhares desde cedo.”
HOMENAGENS, PARCERIAS E DESTAQUES ESPECIAIS
A edição de 2026 escolheu como homenageada a produtora de filmes GULLANE, empresa considerada uma das maiores do ramo do cinema e séries. A Gullane produziu mais de 80 filmes desde a retomada do cinema brasileiro. O BIFF exibirá 3 longas da GULLANE , incluindo a animação ARCA DE NÓE , que faz parte da mostra BIFF JUNIOR
Uma das grandes homenagens do BIFF em 2026 é para a cineasta brasiliense Cibele Amaral.O festival vai revisitar a obra da diretora , que também desimentou uma trajetória na produção, interpretação e roteiro.
O festival também firma parceria com a Mostra de Cinema Negro Adélia Sampaio, ampliando o debate sobre representatividade.
SESSÕES ESPECIAIS BIFF
Outro destaque é o filme Encruzilhada Sonora , documentário inédito que acompanha onze artistas independentes da periferia de Brasília, revelando dor, conquistas e resistência por meio de uma experiência coletiva imersiva. Dirigido por Márcia Witczak e Vini Spíndola
Em clima de Copa do Mundo, o festival exibe em primeira mão : “Doval: O Gringo Mais Carioca do Futebol”, dirigido por Federico Bardini e Sérgio Rossin, o documentário sobre a vida e carreira do argentino Narciso Horácio Doval, jogador de futebol que se tornou célebre no Rio de Janeiro por um feito inédito: ser ídolo de ambas as torcidas rivais, Flamengo e Fluminense
GRADE – CINE BRASÍLIA
29/04 – ABERTURA
18h – Coquetel de Abertura
20h – Momento Trágico, de Cibele Amaral (Brasil) 17min Classificação A16
Sinopse: Santana está literalmente ferrado! Um quarentão desempregado, que mora na casa da mãe e vive sem dinheiro, até que um acidente de trânsito chega para resolver esses problemas. O amigo Júlio, recém separado de Emília, desconfia que a mulher o deixou porque tem outro. Ele quer que Santana se infiltre no grupo de terapia dela para espionar e descobrir quem é o cara! Santana vai descobrir que na verdade, ele é que precisa de terapia.
Fanon, de Jean-Claude Barny (França) 133min Classificação A16
Sinopse: Baseado na história real de Frantz Fanon, o pensador que ousou enfrentar o sistema colonial francês. Em plena Guerra da Argélia, sua trajetória redefiniu não só a psiquiatria e a luta anticolonial, mas a própria ideia de liberdade. Um filme pulsante sobre coragem, ruptura e o homem cujas ideias moldaram o pensamento que continua ecoando no Brasil e no mundo.
30/04
17h – O Segundo Diário de Paulina P., de Neven Hitrec (Croácia, Sérvia, Eslovênia) 78min Classificação AL BIFF JR
Sinopse: Já faz um tempo desde o último filme sobre Paulina P. e nossa heroína já tem onze anos! Embora os adultos continuem dizendo que esta é a “melhor fase da vida dela”, para Paulina, não parece nada com isso. Na quinta série, ela terá que enfrentar o professor Mirković, um professor de geografia rigoroso e indomável, além de Marta, da turma 5D, a primeira valentona de Paulina. Como se isso não bastasse, ela logo descobrirá que sua querida avó Ljerka sofre de uma doença incomum e incurável. Lutando contra os problemas que a vida traz, Paulina usará mais uma vez sua arma mais forte, charme e imaginação fértil, mas também aprenderá uma lição valiosa: que a vida não se resume apenas a vencer!
19h – Revoada – Versão Steam Punk, de Ducca Rios (Brasil) 81 min Classificação A16 Competitiva
Sinopse: “Revoada – Versão Steampunk” acontece numa região semi-desértica do Nordeste Brasileiro a partir da invasão pelas tropas do governo, a famigerada “Volante”, ao acampamento dos destemidos cangaceiros liderados pelo temido Capitão, ocasião em que os soldados comandados pelo vilão Espingarda matam o grande líder e sua companheira Maria. Na margem do rio oposta ao acampamento está o subgrupo liderado pelo respeitado cangaceiro Lua Nova que acompanha de longe o massacre e desde então jura vingar-se, enquanto também torna-se alvo da violenta Volante.
21h – Alpha, de Julia Ducournau (França) 128 min Classificação A16
Competitiva
Sinopse: Alpha, uma adolescente de 13 anos em crise, vive com sua mãe solteira. A realidade delas toma contornos assustadores no dia em que Alpha aparece em casa com uma tatuagem no braço, em meio a uma epidemia de vírus mortal que se espalha petrificando as pessoas. Em competição no Festival de Cannes 2025.
01/05
13h – Vasta Natureza de Minha Mãe, de Inez dos Santos e Thoti 79 min Classificação A16 Mostra Adélia Sampaio
Sinopse: Mãe e filho descobrem juntos como filmar a vida dentro de casa. A trajetória de Inez é percorrida em diferentes tempos, enquanto Aristótelis registra o cotidiano, reinventando e capturando a natureza de sua mãe. A câmera se torna um elo entre o tempo e espaço. Permitindo aos dois a possibilidade de continuar sonhando.
15h – Salum, de TM Malones (Filipinas) 77min Classificação AL BIFF JR
Sinopse: Um casal de pai e filha (ambos excepcionais mergulhadores de vieiras) vendeu um molusco que supostamente continha uma pérola no valor de milhões. Cego por seu desejo insaciável de encontrar outra joia do mesmo valor, o pai toma decisões impensadas comprometendo a única coisa pela qual vale a pena segurar a respiração: sua filha.
17h – Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert 110 min Classificação A12 Gullane
Sinopse: A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica.
19h – Hungria, A Escolha de Um Sonho, de Cristiano Vieira, Izaque Cavalcante (Brasil) Classificação A16 Competitiva
Sinopse: Gustavo da Hungria desafia as regras do rap ao seguir um estilo próprio. Entre críticas, pressão e dificuldades, ele encontra na música a chance de gravar sua primeira demo e reescrever sua história.
21h – The Theft – O Roubo, de Aisha Jamal (Canadá) 85min Classificação A16 Competitiva
Sinopse: The Theft – O Roubo é um documentário de longa-metragem que explora a complexa relação entre museus e conflitos. Tendo como pano de fundo o Afeganistão — um país cuja rica história cultural foi repetidamente marcada por guerras e convulsões políticas —, o filme acompanha a trajetória de um conjunto de painéis de mármore do século XII, saqueados ao longo das décadas de seu local de origem em Ghazni, Afeganistão. Muitos desses artefatos agora estão em importantes museus ao redor do mundo. Sua história se torna uma lente através da qual o filme levanta questões urgentes: Por que os artefatos importam? O que se perde quando os objetos são removidos das culturas que lhes conferiram significado? Esses painéis deveriam ser devolvidos ao Afeganistão, apesar do histórico de destruição do atual regime talibã? Ao entrelaçar as vozes de curadores, atores sociais, especialistas e artistas de diferentes continentes, “O Roubo” promove um diálogo urgente e contemporâneo sobre como o museu pós-colonial poderia ser.
02/05
13h – Mansos, de Juliana Segóvia 20min
Sinopse: Benedita é uma jovem que cresceu com uma marca em seu passado: o assassinato de sua mãe, Tereza. Benedita, agora liderança, fará valer a luta de sua mãe em uma busca incessante por vingança.
Me Farei Ouvir, de Bianca Novais, Flora Egécia 30min Classificação A16 Mostra Adélia Sampaio
Sinopse: Investigação acerca da sub-representação feminina na política brasileira a partir do cruzamento entre narrativas e percursos de mulheres com inspiração política, que conquistaram espaços ecoando suas vozes.
15h – Doval: O Gringo Mais Carioca do Futebol, de Federico Bardini, Sérgio Rossini (Brasil) 82min Classificação A14 Sessão Especial
Sinopse: Doval: O Gringo Mais Carioca do Futebol é um documentário sobre a vida e carreira do argentino Narciso Horácio Doval, jogador de futebol que se tornou célebre no Rio de Janeiro por um feito inédito: ser ídolo de ambas as torcidas rivais, Flamengo e Fluminense. Algo que também se repetiu em seu país natal quando atuou nos clubes San Lorenzo e Huracan. Doval se tornou uma figura reverenciada no Rio de Janeiro, fazendo sucesso não apenas no futebol, mas também na vida social da cidade, o que, inclusive, o permitiu ser diplomado como cidadão honorário em 1973. Uma referência do esporte, Doval: O Gringo Mais Carioca do Futebol é uma homenagem ao sucesso dentro e fora dos campos.
17h – Arca de Noé, de Sérgio Machado e Alois Di Leo (Brasil) 101min Classificação AL BIFF JR
Sinopse: Tom, um guitarrista talentoso e pragmático, e Vini, um poeta romântico e sonhador, são uma dupla carismática e caótica de ratos. Quando o grande dilúvio se aproxima, apenas ummacho e uma fêmea de cada espécie são permitidos na Arca de Noé. Tom consegue entrar, mas Vini fica para fora e conta com a ajuda de uma barata engenhosa e a boa sorte do destino para se juntar ao amigo. Durante a viagem, brigas por território e alimentos se instauram, deixando os animais mais fortes contra os mais fracos. Surge a ideia de um concurso de música, que vira o maior objetivo de todos eles e que faz Tom e Vini, os verdadeiros músicos dali, se destacarem e serem requisitados.
19h A Sombra do Meu Pai, de Akinola Davies Jr (Nigéria) 93min Classificação A16 Competitiva
Sinopse: O filme nigeriano A Sombra do Meu Pai acompanha a vida de Remi e Akin, irmãos que vivem separados do pai desde a crise eleitoral de 1993. Com a oportunidade de viverem ao lado do pai por um dia, os meninos viajam até Lagos, mas testemunham a dura realidade encontrada pelo genitor deles. Cada vez mais perigoso, Folarin (Sope Dirisu) precisa correr para fugir dos conflitos políticos e levar seus filhos para casa outra vez.
21h – Veias Abertas, de Fernando Mamari (Brasil) 75min Classificação A16 Competitiva
Sinopse: Makua, um líder tribal africano, é trazido como escravo para trabalhar nas fazendas de café do Brasil. Com o estalar da Guerra do Paraguai (1864 – 1870), Makua é enviado como Voluntário da Pátria para lutar no confronto em troca de sua liberdade. Na travessia conhece o inescrupuloso Capitão Vesânia e o indígena guarani Perurã. Juntos vivenciam os terrores da guerra no maior confronto armado da história da América do Sul. Ao final de uma sangrenta batalha, um grupo de voluntários foge assassinado um oficial e se apoderando de algumas armas. O pelotão de Capitão Vesania é enviado para capturar os desertores e Makua terá que enfrentar seu passado em troca de sua liberdade.
03/05
13h – Por que você não chora?, de Cibele Amaral 104min Classificação A16 Homenagem Cibele Amaral
Sinopse: Provocador e feminino, o filme “Por que você não chora?” explora a delicada linha entre a vontade de viver e de morrer. Jéssica, uma jovem séria vinda do interior, começa a estagiar como estudante de psicologia e atende Bárbara, uma paciente com Transtorno de Personalidade Borderline. Enquanto Bárbara encontra limites e reconstrói sua vida, Jéssica entra em crise e confronta o próprio vazio existencial. O filme mergulha nas complexidades da saúde mental e do suicídio, revelando o impacto transformador do encontro entre duas mulheres tão distintas.
15h – O Socorro Não Virá, de Cibele Amaral (Brasil) 102 min Classificação A16 Homenagem Cibele Amaral
Sinopse: Já pensou num futuro em que ninguém precisa comer, ninguém tem depressão e os mundos físico e virtual se misturam completamente? Arthur só pensa nisso! Tanto que resolveu chamar sua melhor amiga, Miriam, para fazer esse filme de ficção científica. Enquanto na vida real os dois se descabelam para realizar esse sonho, na história da ficção científica, o protagonista Platane é perseguido pelo misterioso Dr. Schermann que deseja sabotar sua missão.
17h – Encruzilhada Sonora, de Márcia Viviane Witczak, Vini Spindola (Brasil) Classificação AL 61 min Sessão Especial
Sinopse: Encruzilhada Sonora acompanha onze artistas independentes da periferia de Brasília, revelando dor, conquistas e resistência por meio de uma experiência coletiva imersiva. Dirigido por Márcia Witczak e Vini Spíndola, o filme explora a interseccionalidade, a economia criativa e o trabalho artístico através de depoimentos íntimos e performances musicais, culminando em um concerto histórico no Teatro Nacional.
18h – O Ano Que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburguer (Brasil) 107 min Classificação A10 Gullane
Sinopse: Em 1970, o Brasil e o mundo parecem estar de cabeça para baixo, mas a maior preocupação na vida de Mauro, um garoto de 12 anos, tem pouco a ver com a ditadura militar que impera no País, seu maior sonho é ver o Brasil tricampeão mundial de futebol. De repente, ele é separado dos pais e obrigado a se adaptar a uma “estranha” e divertida comunidade – o Bom Retiro, bairro de São Paulo, que abriga judeus, italianos, entre outras culturas. Uma história emocionante de superação e solidariedade.
20h – Cerimônia de Premiação



