O empresário Joesley Batista, por meio do grupo J&F Investimentos, iniciou investimentos no setor de petróleo da Venezuela em 2024, segundo informações divulgadas por jornais brasileiros nesta semana. A movimentação ocorre em um cenário de relações econômicas e políticas complexas entre Brasil, Venezuela e aliados externos.
Contexto dos investimentos no óleo venezuelano
Entrada da J&F no petróleo da Venezuela
De acordo com reportagens, a J&F, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, detém desde 2024 direitos sobre poços de exploração de petróleo na Venezuela. Os detalhes sobre o tamanho dos investimentos, valores e arranjos contratuais não foram amplamente divulgados, em parte devido ao sigilo de documentos diplomáticos brasileiros relacionados ao tema.
O jornal O Globo destacou que os negócios no país vizinho permanecem pouco conhecidos do público, em razão de restrições de acesso à comunicação entre as embaixadas e o Itamaraty.
Visita de Joesley Batista a Caracas
Em novembro de 2025, Joesley Batista realizou viagem a Caracas, na Venezuela, onde se encontrou com autoridades locais. Fontes indicam que parte da agenda envolveu temas econômicos e políticos, incluindo a situação do então presidente Nicolás Maduro, cujo mandato enfrentava pressões internas e externas.
Essa interação foi interpretada como um movimento que reforça o envolvimento do grupo J&F tanto em negócios de energia quanto em discussões estratégicas, embora representantes da empresa não tenham divulgado publicamente metas específicas para os investimentos em petróleo.
Estratégia de prospecção e setor energético
Papel da subsidiária Fluxus
Analistas do setor energético destacam que a Fluxus, subsidiária de óleo e gás da J&F, tem papel central na estratégia de exploração de petróleo e gás na Venezuela. A empresa planeja ações de prospecção e expansão de ativos existentes em território venezuelano, contando com executivos com experiência anterior no país para conduzir os projetos.
O geólogo Ricardo Savini, que assumiu a liderança da Fluxus, é citado como figura-chave para viabilizar operações e negociações com stakeholders venezuelanos e internacionais, em um ambiente que tende a exigir estabilidade regulatória e parcerias estratégicas.
Desafios de sigilo e contexto diplomático
Fontes jornalísticas enfatizam que os laços entre o grupo J&F e Caracas são de longo prazo, com histórico de negociações em diferentes setores, inclusive importação de energia elétrica e comércio de bens. A ausência de transparência ampla sobre os detalhes dos investimentos em petróleo levanta questões sobre operações futuras e impactos econômicos.
Implicações e mercado internacional
Repercussões no mercado energético
A incursion do grupo Batista no petróleo da Venezuela ocorre em um momento no qual o país andino busca recuperar sua capacidade de produção e atrair investimentos estrangeiros, apesar de desafios políticos e de infraestrutura que ainda limitam a produção em larga escala.
Analistas internacionais observam que a retomada de produção e investimentos estrangeiros pode influenciar preços globais do petróleo e redistribuir fluxos de energia na região, especialmente se consolidados acordos de exploração de longo prazo.
Perspectiva dos negócios
Empresários e especialistas em energia destacam que acordos desse tipo dependem tanto de estabilidade política quanto de garantias contratuais robustas, fatores que historicamente têm sido voláteis na Venezuela. Ainda não há estimativas públicas sobre os retornos econômicos esperados pelos investidores brasileiros.
Conclusão
O grupo J&F, liderado por Joesley e Wesley Batista, ampliou sua atuação no setor de petróleo na Venezuela a partir de 2024, assumindo participação em ativos de exploração de óleo. Embora detalhes operacionais e financeiros permaneçam sob sigilo, o movimento sinaliza o interesse de grandes conglomerados brasileiros em mercados de energia fora do país. A efetividade desses investimentos dependerá de fatores econômicos e políticos tanto na Venezuela quanto no cenário global de energia.
Fonte: Revista Oeste



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