Donald Trump agiu antes mesmo de qualquer avanço do Tribunal Penal Internacional (TPI), também conhecido como Tribunal de Haia, e decidiu aplicar a legislação dos Estados Unidos contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O TPI é responsável por julgar autoridades acusadas de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, mas os EUA não reconhecem sua jurisdição.
Maduro foi capturado em Caracas nas primeiras horas do último sábado (3/1) e, desde então, encontra-se em território norte-americano. O líder chavista foi indiciado por um tribunal federal de Nova York e é acusado, juntamente com sua esposa, Cilia Flores, de envolvimento em crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas.
Durante audiência realizada na segunda-feira (5/1), Maduro se declarou inocente. Na ocasião, afirmou ser um “prisioneiro de guerra” e criticou a forma como foi detido, alegando ter sido preso dentro de sua própria residência, na Venezuela.
Segundo a Justiça dos Estados Unidos, o presidente venezuelano é acusado de liderar, por mais de duas décadas, um esquema de narcotráfico que utilizava estruturas do Estado venezuelano para enviar grandes quantidades de cocaína ao território norte-americano. A acusação foi apresentada por um júri federal do Distrito Sul de Nova York.
De acordo com autoridades dos EUA, o suposto esquema também envolvia a cooperação com grupos classificados como organizações terroristas por Washington. A denúncia cita as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o Exército de Libertação Nacional (ELN), além de cartéis como o de Sinaloa, Los Zetas e o grupo criminoso Tren de Aragua. Até o momento, no entanto, as provas que embasam as acusações não foram tornadas públicas.
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